sábado, 16 de novembro de 2019

ÚLTIMAS EXPOSIÇÕES NA EUROPA E NOS ESTADOS UNIDOS


EXPOSIÇÕES INTERNACIONAIS

     Exposições diversas em vários paises da Europa e Estados Unidos, muitas delas tiveram premiações com Medalhas de Ouro. Estas exposições representam a constante atividade de Fernando Lúcio no meio artistico de varios países. Entre esses paises estão Portugal, Espanha, Italia, França, Inglaterra e Estados Unidos.

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2012 - MUSEU DO LOUVRE - PARIS




2012 - GALERIA EMMA - MADRID





2013 - BCM ART GALERY - BARCELONA





2013 - MUSEU DO LOUVRE - PARIS





2013 - INTERNATIONAL FAIR OF CONTEMPORARY ART - NOVA YORK




2014 - BASE ART GALLERY - LONDRES






2015 - GALERIE DE L'ECHARPE - TOULOUSE





2015 - GALLERI DI ARTE CONTEMPORANEA - ROMA





2015 - ART GALLERY - BERLIN





2016 -  GALERIE DE PEYROLIÈRES - TOULOUSE






2016 - GALERIA GS - PORTO






2017 - GALERÍA DE ARTE ROR - MADRID 






2017 - GALERIE DE L'ECHARPE - TOULOUSE







2018 - GALERIA GS - PORTO






2018 - GALERIA DI ARTE CONTEMPORANEA - ROMA






2019 - GALERIA GS - PORTO 





2019 - GALERIA MONT JUIC - BARCELONA E
GALERIE D'ART GIROU  -  TOULOUSE





2019 - STUTTGART KULTURELLER RAUM - STUTTGART







2020 - WAYLIGHT GALLERY - PORTO








“La Esposizione presenta diversi modi di espressione, che portano però ad un'unica destinazione, la sensazione della vita nel suo complesso. Con linguaggio contemporaneo ma che si distinguono per conoscenze che si concentrano sulla consapevolezza della grande ricchezza ereditata e hanno lavorato al fine di esaltare la loro forza creativa, poetica, inventiva, emotiva e i flussi critici inerenti alla vita; propongono una diluizione tra Arte e Vita. È con piacere che avremo due delle opere di pittore - Fernando Lúcio, in questa importante Mostra di pittura.”


                                                                                            Geni Settanni – Curatrice.
                                                                                               Dicembre 2019 - Italia








2020 - WAYLIGHT GALLERY - PORTUGAL








2020 - WAYLIGHT GALLERY - "FERNANDO LÚCIO  48 YEARS OF ART"
MOSTRA INTERNACIONAL - PORTUGAL, EUROPA E O MUNDO































sexta-feira, 15 de novembro de 2019

PINTANDO AS PAISAGENS DE PERNAMBUCO

A paisagem pernambucana  me levou ao desenvolvimento de minha expressão, foi com a luz intensa da nossa região que desenvolvi a minha paleta cromatica. Sempre busco um momento dessa intensa luz para encontar as cores da minha pintura. Por muito tempo estive em contato com a natureza, perseguindo a harmonia que ela continha e trazendo pra meu atelier muitas nuances destas cores naturais. Hoje não ha mais possibilidade de se pintar ao redor da cidade de Recife, que foi onde começei minha trajetorio como pintor paisagista, o crescimento urbano rompeu a beleza natural que havia há quarenta anos atrás, não que, não existam tais locais, mais a concentração de aglomeração desordenada da cidade tira o aspecto natural do local.







1995 - RIO DA BAIXINHA DE CAMARAGIBE - RECIFE





2011 -  ACADEMIA DE MEDICINA DO RECIFE





1996 - IGREJA DE APIPUCOS - RECIFE




1996 - MONASTÉRIO DE SANTA THEREZA - RECIFE




1098 - RELVA DOURADA - RECIFE




1985 - APIPUCOS E O CAPIBARIBE - RECIFE




1985 - TRACUNHANHEM - RECIFE





1983 - HORTO DEL REY E O SEMINÁRIO DE OLINDA - RECIFE





1992 - ESTRADA DO ENGENHO SÃO JOÃO - RECIFE





1998 - LAGO DE DOS IRMÃOS - RECIFE





1980 - PRAIA DO JANGA - RECIFE

sábado, 16 de julho de 2011

DESENHO: UM CONTATO COM A NATUREZA QUE ME LEVA A REALIDADE DOS SONHOS





Todas as formas que passo para o papel são como sonhos se materializando, do mínimo traço a uma mancha, são linhas que vão me conduzindo e ao mesmo tempo dando um determinado prazer, um prazer de desvendar uma mensagem ainda indecifrável, sinais que inquietam a minha mente e me trazem sensação de que haverá algum desfecho final. Sempre gostei de desenhar, não de riscar por riscar, mas, quebrar o vazio do papel em branco com a mente. Gosto da forma real, como base de todas as coisas, mesmo dos sonhos, que já têm uma predominância surreal. Captar uma imagem, observando, vendo o mundo e codificando mesmo em pequenos traços, é como se eu conseguisse tocar um pouco na mão Divina, sentir a energia que move todas as coisas.









Desde criança, gostava de desenhar, olhar e refazer no papel o mundo, eu sentia que tudo crescia a partir desta experiência, pois quando eu queria, em outro momento, podia redesenhar aquela idéia já sem precisar olhar, apenas traduzindo o que eu sentia da forma. Fascinava-me sentir este domínio sobre a natureza, como se caminhasse lado a lado com ela. Na escola, convivi com a reação das pessoas sobre a minha fascinação em criar imagens, muitos colegas me procuravam para que eu fizesse um desenho, como quem falasse: foi ele que viu o mundo ser criado. Ao querer aprender mais sobre o desenho, fui descobrindo que teria de estar sempre praticando, pois naturalmente sentia, que, se não praticasse, as linhas ficavam duras e os traços tornavam-se lentos.





Ao entrar na Escola de Belas Artes, vi que o mundo do desenho era ainda mais mágico, pois, ele fazia parte da criação de todas as obras de arte. Conheci vários mestres, uns me falavam que o meu trabalho seria o resultado das minhas horas vividas no desenho, outros diziam que com o desenho eu conseguiria aprender a pintar e a esculpir com mais domínio, que ele seria a grande chave para o meu crescimento na arte. Mesmo assim, com todo aquele estímulo não cheguei a ser um desenhista plenamente acadêmico, não tinha tanta paciência para passar horas e horas em um só desenho. Mas passei a ser um desenhista da vida, buscando formas nas ruas, nas praças, nos teatros, nos bares, na natureza, etc. e por um certo tempo, freqüentava academias de dança e ficava desenhando o movimento do corpo, que era para mim algo sublime, e depois disto senti que meus quadros pareciam se movimentar, como se passassem a dar uma sensação cinética. Quando muitos precisavam de um lápis para escrever e planejar, eu o usava para fazer rabiscos que me levavam sempre às boas idéias.








Os códigos do desenho são infinitos, eles me agradam do mais simples ao mais complexo e nunca poderia imaginar a construção do meu trabalho sem um papel desenhado antes, como uma maquete essencial vinda da alma. Amo o desenho e o sinto como o sopro constante da vida na minha arte.  
  
















domingo, 21 de novembro de 2010

MINHA ARTE ESTÁ EM SINTONIA COM A NATUREZA, SINTO-ME NUM UNIVERSO DO SÍMBOLO E DA BUSCA


A minha pintura reflete um pensamento Simbólico, Esotérico, Político e Psicológico, não busco padrões ideológicos mutantes (moda). Pinto a natureza não só por querer captar as cores e as formas, mas por sentir-me integrado ao seu estado harmonioso, puro e perfeito. Gosto de recodificar imagens e buscar a essência da vida em seu estado natural, sentindo os impulsos dos signos da vida, gosto de sentir as transformações atmosféricas e a força dos elementos, dentro de uma alquimia, com a água, o fogo, a terra e o ar. Sou fascinado pela luz do sol, uma chama de força universal, pinto a água como extremamente necessária à existência, para abrandar o fogo do sol, o reflexo na água me dá uma certeza de que a vida é um espelho constantemente iluminado, representa a dualidade embutida no ser, o concreto e o abstrato, o consciente e o inconsciente. Quando pinto uma paisagem, sinto a terra como uma massa de vida, a água como a seiva da existência, o ar como o sopro da alma. A luz é o fogo e a fonte das cores, e são os estados de emoção, do qual, não podemos fugir.  







O “Unicórnio”, representa a força da sexualidade sublimada. Uma virgem nua, abraçando um unicórnio num plano transcendente, enquanto o seu corpo físico repousa sobre uma pedra, a beira do mar. A “Dama do Lago” é uma mulher que brota de dentro de um casulo, ao lado dos seus guardiões, que não podem mostrar as suas faces, uma entidade que brota da mãe-terra, tem ao fundo uma janela para outra dimensão, que representa a evolução da natureza em seus vários níveis. Não faço referencia a Dama de Lago, guardiã da Ilha de Avalon, das terras do Rei Arthur e do Mago Merlin, mas apenas a uma dama que faz sentido para mim.  
 





Não tenho muita afinidade com a paisagem urbana: o sólido das paredes, o paralelismo do espaço, o concreto dos retângulos, é sempre uma prisão para o seu espírito. Pode surgir um ou outro quadro engajado, mas prefiro libertar-me e trabalhar com a natureza, que casa com a minha liberdade de pensamento estético. “Las Grietas” (As Fendas), foi uma série de gravuras realizadas na Espanha, (1996-2001) representa as chaves “do bem” e “do mal”, inexistente no mundo real, sem acesso, apenas através das “Grietas”, um momento de conflitos, uma luta pela identidade do ser humano. Bem aventurado aquele que busca entender as suas próprias razões.
 





Como protesto ao fechamento da Escola de Belas Artes de Pernambuco, em 1978, afinado com as gravuras de Goya, fiz um trabalho intitulado “Horrores de uma Catástrofe”. Este quadro foi publicado no Diário de Pernambuco (1979). Representava vários indivíduos chorando, delirando e, alguns esqueletos pelo chão. Produzi este trabalho ao som da nona sinfonia de Bethoven: “a catástrofe era a morte da nossa Escola de Belas Artes de Pernambuco”. Na minha pintura se observa conteúdos de conotação social, mas, sempre demonstro um ser humano, às vezes, amputado das suas próprias ações, sem poder de decisão, um fantoche que pensa controlar seus movimentos.